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No início de sua existência,
somente as ervas regionais e o
azeite de oliva eram os ingredientes típicos
da pizza, comuns no cotidiano da região. Os
italianos foram os que acrescentaram o tomate,
descoberto na
América e levado a
Europa pelos conquistadores
espanhóis. Porém, nessa época a pizza ainda
não tinha a sua forma característica, redonda,
como a conhecemos hoje, mas sim dobrada ao meio,
feito um
sanduíche ou um
calzone.
A pizza era um alimento de pessoas humildes do
sul da Itália, quando, próximo do início do
primeiro milênio, surge o termo "picea",
na cidade de Nápoles, considerada o berço da
pizza. "Picea", indicava um disco de
massa assada com ingredientes por cima. Servida
com ingredientes baratos, por ambulantes, a
receita objetivava "matar a fome" principalmente
da parte mais pobre da população. Normalmente a
massa de pão recebia como sua cobertura
toucinho, peixes fritos e queijo.
A fama da receita correu o mundo e fez surgir a
primeira pizzaria que se tem notícia, a
Port'Alba, ponto de encontro de artistas
famosos da época, tais como
Alexandre Dumas, que inclusive citou
variações de pizzas em suas obras.
Chegou ao
Brasil da mesma forma, por meio dos
imigrantes italianos, e hoje pode ser encontrada
facilmente na maioria das cidades brasileiras.
Até os anos 1950, era muito mais comum ser
encontrada em meio à
colônia italiana, tornando-se logo em
seguida parte da cultura deste país. A partir de
1985, comemora-se o dia da pizza aos
10 de julho.
Foi no
Brás, bairro
paulistano dos imigrantes italianos, que as
primeiras pizzas começaram a ser comercializadas
no Brasil.
Aos poucos, a pizza foi-se disseminando pela
cidade de São Paulo, sendo abertas novas
cantinas. As pizzas foram ganhando coberturas
cada vez mais diversificadas e até mesmo
criativas. No princípio, seguindo a tradição
italiana, as de
mussarela e
anchova eram as mais presentes, mas à medida
que hortaliças e embutidos tornavam-se mais
acessíveis no país, a criatividade dos
brasileiros fez surgir as mais diversas pizzas.
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